Com a Selic em 14,75%, investir R$ 100 mil em um CDB (Certificado de Depósito Bancário) permite que o investidor obtenha um rendimento nominal expressivo, muitas vezes superando as expectativas da renda fixa tradicional.
Ao buscar opções de investimento CDB que pagam 100% do CDI ou mais, o retorno mensal e anual se torna um diferencial competitivo, principalmente para quem foca em liquidez e na segurança, graças à proteção do FGC.
É preciso ter em mente, porém, que o cálculo do rendimento líquido deve sempre considerar a tabela regressiva do Imposto de Renda, que é vantajoso para quem mantém o capital investido até o vencimento, podendo resultar em rentabilidade real positiva, dependendo da inflação. Neste artigo, esclareceremos quanto rendem R$ 100 mil em CDB no atual cenário de juros.
Embora informativo, este conteúdo não é uma recomendação de investimento.
Quanto rendem R$ 100 mil em um ano com a Selic a 14,75%?
Para um CDB que paga 100% do CDI com Selic em 14,75%, R$ 100.000 rendem algo muito próximo de R$ 14.650 brutos em um ano. Porém, para saber o rendimento real, é necessário estimar quanto será pago de tributos, já que o CDB sofre incidência de Imposto de Renda.
Após a dedução do Imposto de Renda, a estimativa é de que, para o prazo de um ano, esse rendimento bruto pode gerar algo em torno de R$ 12.000 a R$ 12.300 líquidos em 12 meses, deixando o total próximo de R$ 112.300, considerando que a alíquota de IR na renda fixa é 17,5%.
Qual o rendimento mensal médio de R$ 100 mil em um CDB de 100% do CDI?
Com o CDI em torno de 14,65% ao ano, o rendimento bruto de R$ 100.000 em um ano, como dito, é de cerca de R$ 14.650. Em termos médios mensais (não lineares), a média mensal bruta é de R$ 1.220,83 por mês, sem considerar imposto de renda nem taxas.
Após a dedução do IR, pela tabela regressiva, o valor equivalente mensal líquido estimado entre R$ 950 e R$ 1.100, mas vale lembrar que isso pode variar de acordo com o prazo do investimento e a alíquota aplicada.
Diferença entre o rendimento bruto e o líquido após o desconto do Imposto de Renda
A diferença entre o rendimento bruto e o rendimento líquido de um CDB é exatamente o valor do Imposto de Renda que é descontado sobre os ganhos, não sobre o valor aplicado.
O rendimento bruto é o total de juros que o CDB teve antes de qualquer desconto, sempre calculado sobre o saldo investido ao longo do tempo. Já o rendimento líquido é o que sobra depois do IR ser descontado sobre o rendimento bruto.
Vale lembrar que a alíquota do IR sobre os CDBs segue a tabela regressiva:
- até 180 dias: 22,5%
- 181–360 dias: 20%
- 361–720 dias: 17,5%
- acima de 720 dias: 15%
CDB vs. Poupança
O CDB costuma render bem mais que a poupança, mesmo após descontar o Imposto de Renda, sobretudo quando a Selic está alta, como é o caso atual.
A poupança, hoje, rende cerca de 6,1% a 6,2% ao ano. Ela é isenta de IR, mas a rentabilidade é bem modesta, principalmente em cenário de juros altos.
Por outro lado, o CDB pós fixado indexado ao CDI, que hoje está em torno de 14,6% a 14,9% ao ano. Mesmo após o IR regressivo, o rendimento líquido de um CDB que renda 100% do CDI costuma ficar em torno de 8,5%–12% ao ano, bem acima da poupança.
Muita gente dá preferência à poupança por conta da segurança, mas o CDB também é um investimento bastante seguro, principalmente porque conta com a garantia do FGC, que cobre prejuízos até o limite em caso de intervenção ou liquidação. Portanto, para quem busca melhores retornos, o CDB pode ser um investimento mais adequado.
Por que o CDI costuma andar colado na Selic e como isso afeta seu lucro?
O CDI acompanha de perto a Selic porque ambos os indicadores refletem o custo básico do dinheiro na economia. Então, quando o Banco Central muda a Selic, o mercado ajusta o CDI para ficar próximo da nova meta de juros.
A Selic é a taxa de referência: é a meta de juros definida pelo Copom e serve de parâmetro para todas as demais taxas, inclusive o CDI. Já o CDI é a taxa média de empréstimos entre bancos no curto prazo. Se ficasse muito abaixo da Selic, os bancos prefeririam investir em títulos públicos e, se ficasse acima, seria inviável para quem precisa de crédito.
Isso afeta o lucro dos investidores porque quando a Selic sobe, o CDI também tende a subir, o que aumenta automaticamente o rendimento de CDBs atrelados a esse indicador. Em contrapartida, quando a Selic cai, ele recua junto, reduzindo a rentabilidade dos títulos. A partir disso, é possível entender como calcular investimento atrelado ao CDI, certificando-se de considerar a taxa contratada, o prazo da aplicação e os efeitos da tributação sobre os ganhos.
Onde encontrar os melhores CDBs?
Existem muitas opções de CDBs disponíveis no mercado, mas é preciso atentar para o histórico de pagamentos e o rating do emissor antes de investir.
É bom ter em mente que os CDBs de bancos grandes rendem menos, porém, são mais seguros devido à solidez da instituição emissora, que tem menos probabilidade de quebrar. Já os CDBs de bancos menores, por sua vez, costumam pagar mais, mas oferecem um grau maior de risco.

